

Por: Filipe Souza [ filipe@metalzone.com.br ]
Odiados por alguns e amados por muitos. Essa é a situação da banda inglesa Cradle of Filth. Após terem conquistado o mundo com álbuns criativos e performances de palco arrasadoras, passaram a ser alvo das mais duras críticas de uma vertente mais radical do metal, o black metal. Fãs revoltados e algumas bandas, ofuscadas pelo sucesso estrondoso do grupo, criticam sua postura "comercial", pois investem em um visual mais "vampiresco" e vídeos clipes cheios de efeitos especiais e boa direção.
Mas essas bandas esquecem de mencionar que, é graças ao Cradle of Filth, que o público, a mídia e principalmente as gravadoras, voltaram os olhos para o estilo, que estava um tanto quanto empoeirado em cima da estante. Realmente, o Cradle of Filth não é uma banda de black metal, pois seu som é muito rico e com atmosferas diversas, fugindo do "padrão" black metal. Seja qual for o rótulo que se dê à banda, eles sempre serão lembrados como o grupo que sacudiu os alicerces da música extrema no final do século passado. E esse sucesso não vem de agora e sim de uma longa jornada que já duram mais de 15 anos.
Quem teve a idéia de formar o grupo foi o vocalista Dani Filth, no verão de 1991 na Inglaterra. Com um propósito de misturar o clima de contos sobre vampiros, a musicalidade agressiva do black metal, vocais femininos e uma atmosfera gótica, a banda grava algumas demos para mostrar seu trabalho. Vale destacar a mais famosa dessas demos chamada "Total Fucking Darkness", enviada a gravadora Cacophonus Records. É com ela que conseguem seu primeiro contrato.
O início foi um tanto instável, com diversas mudanças em sua formação. Por volta de 1991 a formação era Dani (vocais), o guitarrista Paul Ryan, seu irmão tecladista Ben, o baixista John Richard e o baterista Darren. E deram início as gravações da demo "Invoking the Unclean", que serviu para chamar a atenção do público local.
Na demo seguinte "Orgiastic Plesure", mais uma mudança: sai o guitarrista Robin, mas ele acaba voltando para a banda após a saída do baixista John Richard e Robin passa a assumir o baixo. Um segundo guitarrista é chamado, Paul Alexander. Após essas mudanças mais uma demo é finalizada a famosa "Total Fucking Darkness", e as mudanças não param por ai, após essa demo sai o baterista Darren para a entrada do animalesco Nickolas Baker.
Agora o COF já passava a ser um sexteto formado por: Dani nos vocais, Robin no baixo, Paul Allender na guitarra, Paul Ryan na outra guitarra, Ben Ryan nos teclados e Nickolas na bateria.
No ano de 1994 o COF lança seu primeiro álbum. Com o singelo título de "The Principle of Evil Made Flesh" (O princípio do mal faz a carne), conseguem uma grande notoriedade junto ao público e a mídia, chegando a vender 32.000 cópias.
Desse álbum destacam-se a excelente "Forest Whispers my Name" e "A Crescendo of Passion Bleeding", que já mostra um lado mais voltado ao terror que a banda seguiria no futuro. Além da música, a maquiagem pesada que o grupo adotava na época e os nomes artísticos como: Nocturnal Pulse para Robin e Dark Immortall Scream para Dani, já faziam do Cradle uma banda singular no cenário underground.
O Cradle o Filth chama atenção não somente por seu som pesado e melódico, mas também pelas letras. Dani Filth é o principal compositor da banda, se destacando por escrever letras poéticas, inspiradas em: Nietzsche, Shelley, Bram Stoker, Baudelaire, Sade e Byron.
No campo da música a principal influencia do grupo são as bandas que deram origem ao black metal, como Bathory, Celtic Frost e a cantora Diamanda Galas, para os que não conhecem o trabalho dela vale uma visita ao seu site www.diamandagalas.com e o leitor entenderá.
Apesar do relevante sucesso que a banda vinha fazendo, as constantes mudanças em sua formação continuavam. E já estava prejudicando a relação com a gravadora Cacophonus. Mais mudanças surgiram no segundo trabalho do grupo o mini-CD "Vempire or Dark Faerytales in Phallustein", lançado em 1996 com a saída dos irmãos Ryan para dar lugar a Stuart Anstis (guitarrista) e Damien Gregori (tecladista), além da saída de Paul Allender para a entrada de Jared Demeter.
Desse mini-CD podemos destacar a excelente "Nocturnal Supremacy", além de ter regravações para "The Forest Whispers My Name". A respeito do nome do cd, existe uma pequena fabula de dúvidas e mal entendidos, que envolve esse título: Vempire or Dark Faerytales in Phallustein. A palavra Vempire, de início é um trocadilho com “Vampire”, ou seja, vampiro em inglês. E também é V Empire, onde o V na verdade é o número 5 em algarismo romano. Assim você também pode entender como: O Quinto Império.
De acordo com algumas pesquisas que fiz na Internet, o Quinto Império está relacionado ao Império Português. Existe uma relação dos impérios mais fortes e que foram soberanos na Terra. A lista começa com a Antiga Grécia como o primeiro império por ter todo o conhecimento e experiência extraída de antigos impérios. O Segundo Império é o Romano, por causa da expansão de conhecimento e experiência trazidos pelo primeiro Império. O Cristianismo já seria a junção do Primeiro Império com o Segundo e com a absorção de diversos elementos orientais, como o Judaísmo, e assim compondo o Terceiro Império. E o Quarto Império seriam as nações européias lideradas por Portugal. É através desse conceito do quarto império que surge a explicação para o Quinto Império.
Esse Quinto Império nada mais é do que uma explicação filosófica, mística e mitológica, dada a importância maior graças a obra de Luís de Camões – Os Lusíadas. E os Lusíadas de Camões, assim como a Odisséia de Homero, tratam da viajem de um grande herói que é ajudado por Deuses.
E assim poderíamos explicar o título como V Império (um império mítico e cheio de deuses, heróis) ou Dark Faerytales in Phallustein. E Dark Faerytales em uma tradução livre ficaria assim: Contos Negros do País das Fadas em Phallustein.
E Phallustein? O que siguinifica? Pois é, a palavra Phallustein em si não encontrei nenhuma tradução e muito menos referência sobre ela em dicionários e muito menos na Internet. Mas se dividirmos ela em: Phallus + Stein, essa palavra começa a ganhar algum sentido. Phallu foi filho dde Reuben de acordo com o Gêneses $6:9, Exodus 6:14. Ele foi uma das 70 almas que migraram para o Egito com Jacob.
Com o sucesso do debut do Cradle e o mini-cd "Vempire or Dark Faerytales in Phallustein" o grupo estuda proposta e já cogita a saída da gravadora Cacophonus. A decisão de sair da Cacophonus, já estava sendo negociada, e enquanto não se resolvia a banda começou a compor o material para um novo álbum. E em novembro de 1996 o Cradle of Filth assina contrato com a Music for Nations. E mais uma mudança ocorre antes da gravação do novo álbum, sai o novato Jared para a entrada de Gyan Pyres.
Finalmente o tão esperado novo cd é lançado. Diferenciando do material que a banda vinha produzido o excelente "Dusk... And Her Embrance", veio para mostrar o caminho que iriam trilhar dali em diante. Dusk foi lançado em 1996, levando apenas dois meses para ser produzido. Quem capitaneou a produção do álbum foi Kit Woolven (que já trabalhou com Cathedral e Thin Lizzy).
Além da produção bem melhor que seus antecessores, as músicas também evoluíram muito, com maior passagens "épicas", vocais femininos que dão um toque de erotismo e sadismo a música da banda. Um clima de filme de terror recheiam todo o álbum, sem contar as partes orquestradas. A capa lembra o primeiro álbum do Black Sabbath, mas isso só para os mais desavisados, pois já ouvi esse comentário antes. Mas na verdade trata-se da Condessa Elisabeth Bathory (leia mais sobre ela no final). Dani Filth (vocalista e principal compositor), se inspira e muito nas histórias que circundam a vida da condessa.
Os destaques do Cd ficam para a épica faixa título e "Malice Through The Looking Glass". Algumas versões desse Cd foram lançadas dentro de um caixão, e vinham com algumas faixas extras como: uma versão diferente para "Nocturnal Supremacy" e o cover para "Hell Awaits" do Slayer.
Pode-se dizer que Dusk é um divisor de águas na carreira do Cradle of Filth, com músicas muito melhor arranjadas e uma produção bem superior à banda consegue atingir um reconhecimento bem maior e grandes turnês incluindo participações nos festivais Dynamo Opein Air (Holanda) e o Milwaukee Metal Fest (USA).
Mas o melhor ainda estava por vir. E não viria sem antes haver mais uma mudança na formação da banda, saiu o tecladista Damien e em seu lugar entra Lecter Smith, que é bem mais técnico por sinal. Após esse troca-troca, a banda se junta com o produtor Jan Peter Genkel (Therion), para gravação de um dos melhores álbuns de Metal da história.
As novidades começam já pelo título do cd: "Cruelty and the Beast", uma clara referência ao filósofo prussiano Friederich Nitzsche, que havia escrito: "There is no beauty without cruelty" (não existe beleza sem crueldade).
Com Cruelty a banda foi capa das principais revistas especializadas no mundo todo. Todas as músicas possuem qualidades ímpares, ficando até difícil citar algum destaque. As narrações com vocal feminino deram um clima mais sombrio e tétrico ao álbum, isso graças as vocalista Ingrid Pitt.
A maioria das músicas do cd são extremamente extensas, com duração variando de 5 a 7 minutos. Isso mostra o nível de criatividade que o grupo atingiu. E as letras não ficaram atrás, muito extensas também, contando de forma poética toda a trajetória da Condessa Elisabeth Bathory, o tema prossegue por todo álbum.
O que não pode deixar de ser comentado é a arte gráfica do cd. Feito com extremo bom gosto, da capa até o rótulo do cd, tudo feito com muito capricho. Para representar a Condessa Elisabeth foi contratada a modelo Luiza Morando.
A capa é uma alusão a um dos "passatempos" da Condessa, banhar-se em sangue. E todo o merchandise da banda passou a ser trabalhado em cima das sessões fotográficas da modelo.
Cruelty também recebeu uma edição especial. Saiu como cd duplo e uma segunda capa. No segundo cd há três músicas, um remix e dois covers, um a para "Hallowed Be Thy Name" do Iron Maiden e "Black Metal" do Venom, ambas executadas de forma grandiosa.
O ano de 1998 foi muito produtivo para o Cradle. Eles participaram do tributo ao Slayer, chamado Slatanic Slaughter II, executando a faixa "Hell Awaits". Nesse tributo participam também as bandas Vader, Benediction e Anathema. Tem música do Cradle também na coletânea "Gods of Darkness", a faixa escolhida foi "Malice Through The Looking Glass", participam dessa coletânea as bandas: Dimmu Borgir, Emperor, Satyricon, Mayhem e Dissection.
Uma grande turnê foi realizada para divulgação do cd. Mas a banda teve alguns problemas, por exemplo, no Vaticano, quando os policiais locais tentaram prender o vocalista Dani Filth por andar com uma camisa com os dizeres - "I Love Satan", ele só não foi preso por que um dos guardas era fã do grupo e o liberou depois de retirar a camiseta. Nos EUA a banda também teve muitos problemas com grupos religiosos, que protestavam a cada show.
Em alguns países o merchandise do grupo não podia ser vendido e na Inglaterra dois jovens chegaram a ser presos por vestirem uma das camisas da banda. Conhecida como "Vestal Masturbation", que aparece uma freira se masturbando.
E foi nesse ponto que a banda investiu muito, todo o merchandise do grupo possui frases fortes e imagens idem, fazendo a cabeça dos jovens no mundo inteiro, atualmente se você for a qualquer show de metal o número de fãs vestindo camisetas do Cradle é tão grande quanto à da banda que for tocar.
Agora que tudo parecia muito bem, o Cradle se encontrava no topo, mais uma baixa ocorre. A saída do excelente baterista Nickolas Baker, que deixou a banda pelas famosas divergências musicais, e foi parar no Dimmu Borgir.
Nickolas chega a participar da gravação do single "From the Cradle to Enslave", lançado já em 1999. Esse single ainda teve a participação de três outros bateristas, são eles: Was Sarginson (ex-The Blood Divine, Extreme Noise Terror and December Moon), mas ficou só alguns dias, logo substituído por Dave Hirschheimer (ex-Infestation), e que por sua vez foi substituído por Adrian Erlandsson (At The Gates, The Haunted).
E você acha que parou por ai? Depois do lançamento do single, saiu o excelente tecladista Lecter Smith e Stuart Anstis. O motivo? Bem, diferenças pessoais com o vocalista Dani Filth. Eles foram substituídos por Paul Allender (Guitarra) e Martin Powell (teclados, ex-My Dying Bride).
Mas vamos falar agora do DVD, do EP e do clipe "From the Cradle to Enslave", já que depois de tantas mudanças e ninguém mais sabe quem é quem, pelos menos vamos poder falar das músicas.
Quando o estranho e o bizarro se encontram, com certeza veremos no meio disso um clipe do Cradle of Filth. From the Cradle to Enslaved faz parte do DVD PanDaemonAeon é uma orgia sexual e aterrorizante que só uma mente psicótica como a de Dani Filth poderia conceber. Foram usados mais de 120 galões de sangue, essa quantidade é maior que a usada no filme Hellraiser.
E isso tudo foi produzido por Alex Chandon, renomado produtor de filmes de terror B. Alex produziu alguns aclamados filmes underground como: "Pervirella" que é um filme de terror erótico, "Bad Karma", "Drillbit" e "Siamese Cop".
Lançado em 1999, o DVD contém o videoclipe "From the Cradle to Enslave", em duas versões, a censurada e a não censurada, traz ainda o making-of do vídeo e mais alguns clipes ao vivo.
Quanto ao Ep, com seis faixas sendo que dois são inéditas, dois covers e 2 remix. O álbum começa com a excelente faixa título que é simplesmente perfeita seguida por "Of Dark Blood and Fucking", uma cacetada. Os covers ficaram por conta das faixas "Sleepless" do Anathema e "Death Comes Ripping" do Misfits.
No mesmo ano de 1999, o COF participa de uma outra coletânea chamada "Beauty in Darkness", dessa vez ao lado de bandas como: Crematory, My Dying Bride e Moonspell. A música escolhida foi "Cruelty Brought The Orchids".
Com tantas mudanças na formação ninguém acreditava que a banda conseguiria se estabelecer no cenário da música pesada, mas eles dão a volta por cima e lançam Midian. Considerado por alguns como o melhor trabalho do grupo, Midian foi lançado no mês do Halloween do ano 2000.
Vale destacar a excelente faixa "Her Ghost In The Fog" que teve seu videoclipe, "Saffron's Curse", "Amor E Morte" com título em português e dedicada aos fãs da banda em Portugal, onde são muitíssimo conceituados e a pesada “Death Magick For Adepts". Mais turnês são feitas para divulgar o álbum.
Nesse mesmo ano Dani Filth, estréia um longa metragem "Cradle of Fear", dirigido pelo mesmo diretor de "From the Cradle to Enslave", Alex Chandon.
O filme é vendido somente pela internet, devido às censuras sofridas em diversos países. O personagem principal é o vocalista Dani Filth, interpretando um psicopata que acredita ser um vampiro.
Para que você tenha uma idéia de quem é quem no filme é o seguinte:
Martin (teclados), é o cara que esta caminhando no começo do filme.
Rob (Graves, ex-baixista), é um demônio que fica gritando em uma cruz na estrada na primeira estória.
Adrian (Erlandsson, baterista), é um homem com uma ferida e cara de "exctase" na mesma cena da rua e eles diz "trust him..." (confia nele...).
Gian [Pyres, guitarrista], é o perigosíssimo estuprador-assassino que esta no "Sick Room", na estória da Internet.
Coincidentemente a garota que ele esta vendo na manchete é a esposa do Batera na vida real, e dançarina. E finalmente Paul (Allender, guitarrista), é o lunático que caminha com um machado pelo corredor e é assistido pela enfermeira do hospício.
O filme tem 116 minutos de puro terror, erotismo (não confundir com pornografia explícita), sadismo e muito, mas muito sangue. Saiba mais sobre o filme em www.cradleoffear.com.
Em 2001 a banda além de inaugurar seu selo "Abracadever" com o lançamento do álbum "Bitter Suites To Succubi", são contratados pela gravadora Sony Music.
Por falar de "Bitter Suites To Succubi", vale frisar que não se trata de um novo álbum propriamente dito e sim de uma compilação que contém algumas regravações, um cover e seis inéditas. Regravações como "The Forest Whispers My Name", "The Black Goddess Rises" e "Summer Dying Fast", todos do primeiro álbum.
O excelente cover de "No Time To Cry" da banda Sisters fo Mercy. Das inéditas os destaques vãos para as faixas "Born In A Burial Gown" e "Suicide and Other Comforts". A versão importada do CD traz ainda o clipe para a faixa Born In A Burial Gown, além de outras surpresinhas multimídia.
Enquanto o novo álbum não sai o Cradle of Filth, tenta saciar a sede dos fãns e lucrar um pouco mais com dois lançamentos no ano de 2002. O primeiro é um "the best of...", com o título de "Lovecraft & Witch Hearts".
O cd é duplo e tem 24 músicas, abrangendo a fase que vai do Dusk...And Her Embrace até o Midian, já que o ultimo álbum deles o Bitter Suites To Succubi teve algumas regravações do "The Principle Of Evil Made Flesh". Além das músicas dos outros álbuns, "Lovecraft..." ainda tem os covers e remix que saíram como bônus tracks em versões digipack de alguns álbuns.
A coletânea tem uma música do Dusk, cinco do Cruelty, quatro do Midian, duas do From the Cradle, algums remixes e os covers de "Hallowed be Thy Name" do Iron Maiden, "Hell Awaits" do Slayer, "Sodomy And Lust" do Sodom.
Para quem não conhece a banda ou não tem tudo deles, esse álbum é um prato cheio, não só pelos covers, que ficaram muito bons, mas pelo fato de que uma banda com um som tão extremo conseguiu mostrar talento e profissionalismo em tudo o que faz, sendo reconhecida e tendo fãs dos mais diversos estilos musicais, não se limitando a panelinha que se criou em torno do black metal.
Em 2002 o COF fez alguns shows sendo que o mais importante foi no Ozzy Fest. E lançou um álbum ao vivo chamado "Live Bite for the Dead".
No início de 2003 o tão esperado álbum do Cradle of Filth é lançado. E até que Damnation and a Day superou bem as expectativas. O trabalho mostrou-se um autêntico álbum da banda e agradando a todos os fãs. Muitos elementos dos álbuns anteriores foram usados em Damanation...Guitarras bem pesadas e passagens operísticas.
Mas a parceria com a Sony não durou muito e pouco tempo após o lançamento do álbum o grupo saiu da gravadora e foi parar na Roadrunner. Não demorou nada para o lançamento do novo álbum pela RR. Em 2004 Nymphetamine chegava as lojas e já causava polêmica.
Em outubro de 2004, o Cradle of Filth aporta em São Paulo pela primeira vez, para uma única apresentação.
Dois anos depois, a banda volta com o mais pesado e ensurdecedor disco de sua carreira, Thornography.
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